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Um Só Mundo

Numa Escola inclusiva/ democrática, um espaço de partilha, aprendizagem e reflexão.

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Um Dia Diferente

   No passado dia 31 de maio, nove alunos com necessidades educativas especiais, do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, beneficiaram de uma saída ao Resort Montebelo, junto à Barragem da Aguieira. Os discentes foram acompanhados pelos respetivos docentes de educação especial, António Gonçalves, Maria de Fátima Monteiro, Paula Costa, Paulo Vasco Pereira, Sílvia Alves e pela Equipa de Proteção da Natureza e Ambiente (EPNA), da GNR de Santa Comba Dão. Também esteve presente a psicóloga, Sofia Polónio, do Centro de Recursos para a Inclusão (CRI).

 

 

   Nas atividades levadas a cabo, durante a manhã, foi promovido o desenvolvimento de competências nas áreas específicas dos Programas Educativos Individuais dos alunos, sensibilizando-os para temáticas relacionadas com o ambiente, a aprendizagem cooperativa, a prática desportiva, regras de trânsito, saúde e jogos tradicionais. Destas, fizeram parte, percursos de caiaques, brincadeiras nos insufláveis, passeio na albufeira na embarcação do Resort e percursos sinalizados utilizando karts. Seguiram-se os jogos das latas, argolas e moedas. Tudo isto, com os respetivos equipamentos de segurança, meios de pronto socorro e utilização de protetor solar. Para finalizar, esta manhã radical terminou com uma merenda oferecida pelo Resort Montebelo. Professores e alunos tiveram ainda a oportunidade de ver atletas de competição de vários países em exercício na Albufeira e com eles interagir. O mesmo se verificou com alunos, técnicos, assistentes operacionais e professores do Agrupamento de Escolas de Mortágua. Uma teia de afetos e aprendizagens.

 

 

   Os intervenientes, professores e alunos agradecem à Câmara Municipal de Carregal do Sal, pela cedência do transporte, à Equipa de Proteção da Natureza e Ambiente (EPNA), da GNR de Santa Comba Dão, Resort Montebelo, Corporação de Bombeiros de Mortágua e ao Sr. Diretor/Direção do nosso Agrupamento de Escolas por terem contribuído e possibilitado a concretização desta atividade, do agrado de todos.

 

 

A Nossa Visita de Estudo a Aveiro

No passado dia 29 de abril, oito alunos com Necessidades Educativas Especiais, do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, visitaram a cidade de Aveiro e duas das suas praias, Costa Nova e Barra. Esta foi a oportunidade de, para alguns deles, verem o mar e usufruir de alguns dos seus benefícios, pela primeira vez. A Escola mantém-se como fator que possibilita o contacto com diferentes Ambientes, quebrando barreiras, fruto das assimetrias sociais existentes na nossa sociedade, por muitos ignoradas ou tidas como irreais.

Discentes e docentes puderam brincar, conversar, partilhar e cimentar a crescente teia de afetos. Por outro lado, conteúdos curriculares foram transportados, com subtileza, para a atividade, tais como a segurança rodoviária, alimentação, erosão das rochas e proteção solar. A dinamização esteve a cargo dos professores de educação especial do referido Agrupamento, António Gonçalves, Maria de Fátima Monteiro, Paula Costa, Paulo Pereira e Sílvia Alves, que acompanharam os alunos durante todo o dia.

Os intervenientes agradecem à Câmara Municipal de Carregal do Sal, pela cedência do transporte e ao Sr. Diretor/Direção do Agrupamento de Escolas por terem contribuído para a concretização desta atividade, destacando-se possibilitar conhecer o mar, por parte daqueles que ainda não tinham constatado, presencialmente, os encantos deste vasto conjunto de ecossistemas.

 

 

 

Os Azuis

Hoje, "comemora-se" o Dia Mundial de Consciencialização para o Autismo.

De A Turma da Mônica, assista-se à animação que se segue.

 

 

Como Veem, Ouvem e Sentem os Autistas

 

Vejamos o vídeo da The National Autistic Society.

 

 

 

Estimulação Precoce e Microcefalia

   Recentemente, no Brasil, assistiu-se a um aumento de casos de microcefalia. O Ministério da Saúde estabeleceu uma relação entre esta condição neurológica e o vírus Zika. Na Wikipedia pode consultar mais informação a este respeito. Foi criada e divulgada uma Cartilha de Diretrizes à Estimulação Precoce de Crianças com esta problemática. 

 

 

Microcefalia_tomografias @ http://ichef-1.bbci.co.uk/news/ws/624/amz/worldservice/live/assets/images/2015/11/27/151127184315_sp_microcefalia_tomografias_624x415_edmarmelojcimagem_nocredit.jpg

 

 

Como ação do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado pelo Governo Federal em dezembro de 2015, esta diretriz tem o objetivo de ajudar os profissionais da Atenção à Saúde no trabalho de estimulação precoce às crianças de zero a 3 anos de idade com microcefalia e, portanto, com alterações ou potenciais alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, e em seus efeitos relacionais e sociais.

A estimulação precoce pode ser definida como um programa de acompanhamento e intervenção clínico-terapêutica multiprofissional com bebês de alto risco e com crianças pequenas acometidas por patologias orgânicas – entre as quais, a microcefalia –, buscando o melhor desenvolvimento possível, por meio da mitigação de sequelas do desenvolvimento neuropsicomotor, bem como de efeitos na aquisição da linguagem, na socialização e na estruturação subjetiva, podendo contribuir, inclusive, na estruturação do vínculo mãe/bebê e na compreensão e no acolhimento familiar dessas crianças.

 

Conheça e explore a Cartilha de Diretrizes à Estimulação Precoce de Crianças com Microcefalia.

 

 

Microcefalia - Imagem @ https://1.bp.blogspot.com/-phgGUEbneyQ/VmGReVYonzI/AAAAAAAA8eQ/0ZLLzK0HvyY/s1600/microcefalia.png

 

Fontes

Portal de Saúde

Reab

Demasiadas crianças tomam antipsicóticos. E correm o risco de ficar "como robôs"

 

doctor-Pixabay

 

 

Médicos alertam para excesso de medicação em casos de hiperatividade e défice de atenção, com recurso a substâncias para tratar esquizofrenia.

 

Têm 2 anos ou menos, algumas ainda estão em idade de berço, e são diagnosticadas como crianças hiperativas, com défice de atenção, agressivas ou retraídas. E cada vez mais estão a ser tratadas com anti-psicóticos e outros remédios psiquiátricos habitualmente prescritos a adultos com doenças graves do foro mental. No ano passado, foram vendidas 276 029 embalagens de Metilfenidato (ritalina), mais 30 mil do que em 2013. O medicamento é receitado sobretudo nos hospitais públicos (37%) e em clínicas privadas (39%) a crianças e adolescentes (entre os 5 e os 19 anos) e os números têm vindo a aumentar, sobretudo desde 2010, mostra o relatório do Infarmed.

 

O recurso crescente a antipsicóticos - com efeitos sérios no desenvolvimento - e a probabilidade de muitos dos miúdos serem medicados sem necessidade estão a preocupar os médicos. "Estou preocupadíssima com essa tendência, que já é muito expressiva em Portugal. Qualquer dia as crianças são como robôs medicados", diz ao DN a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos. Opinião semelhante tem o neuropediatra Nuno Lobo Antunes (ver entrevista), que admite receber muitas crianças "medicadas de forma errada para o problema errado. Especialmente no caso dos neurolépticos" - como o Risperdal, recomendado para a esquizofrenia, mas também usado no tratamento do autismo.

 

O problema não é um exclusivo de Portugal. Nos EUA, por exemplo, perto de 20 mil receitas para os medicamentos psiquiátricos Risperdal e Seroquel - adequados a tratar doenças crónicas como a esquizofrenia ou a doença bipolar - foram passados a bebés de 2 anos ou menos. Um aumento de 50% relativamente aos 13 mil do ano anterior, segundo a multinacional de marketing farmacêutico IMS Health, citada pelo The New York Times.

 

Em Portugal, esta realidade está agora a ser estudada. Álvaro Carvalho, diretor do programa nacional para a saúde mental da Direção--Geral da Saúde, adiantou ao DN que "há a presunção de que há um tratamento excessivo de crianças com medicamentos como a ritalina, neste caso do grupo das anfetaminas". E que por essa razão houve necessidade de, há um ano, se criar "um grupo de trabalho sobre prescrição de psicofármacos em idade pediátrica, com o objetivo de termos informações que não sejam apenas dados empíricos". A intenção é fazer normas e guidelines sobre a prescrição de medicamentos nesta área. "O que já sabemos é que há uma grande pressão devido a pedidos de prescrição aos médicos pelos pais, psicólogos ou professores para tratar a hiperatividade." E há um excesso de diagnóstico de crianças quando "se tratam problemas de comportamento", diz. "Apesar de ainda não haver dados, há elementos para nos preocuparmos."

 

Ana Vasconcelos diz que "muitos destes remédios não estão adaptados a um cérebro em crescimento" como o das crianças. Cada vez mais as patologias dos miúdos têm que ver "com o medo e o stress dos pais", numa sociedade que vive "com mais sofrimento do que prazer. As crianças reagem atacando-nos".

 

Mais prescrições

 

Já neste ano, o Infarmed publicou um relatório sobre as vendas de embalagens de medicamentos indicados para a perturbação de hiperatividade com défice de atenção (PHDA), que revela que a cada ano se vende mais embalagens - com mais incidência nos distritos de Viana do Castelo e Viseu, mas também em Lisboa e no Porto - para um problema que afeta 5% a 7% da população. Por norma, são medicados para o défice de atenção e hiperatividade as crianças a partir dos 5 anos. E apenas nos casos em que terapia psicológica, educacional e social não teve resultado, sublinham as indicações do Infarmed.

 

Mas a tendência em crescimento de receitar psicotrópicos como antipsicóticos ou antidepressivos a crianças com 2 ou menos anos já é, segundo Ana Vasconcelos, uma realidade no nosso país. "Em Portugal começou a haver muitos pediatras e neuropediatras a tratar problemas como o défice de atenção ou a hiperatividade nas crianças com remédios como a ritalina ou o Risperdal." A especialista prefere uma abordagem diferente, com "um diagnóstico psicopatológico, procuro chegar à causa do comportamento".

 

Na opinião da pedopsiquiatra, o problema é que estas crianças "ficam inadaptadas". "É muito grave dar medicamentos sem saber o que se está a fazer. Tem de se fazer uma abordagem neurobiológica e estudar o lado cognitivo, afetivo e emocional da criança antes de prescrever remédios que podem não ser adequados à sua realidade", diz a especialista. Caso contrário, "estamos a robotizar crianças, mas não a tratar a situação."

 

Ritalina e Risperdal mais usados

 

A ritalina é mais usada em Portugal para tratar o défice de atenção infantil (até 2014 era dos poucos medicamentos comparticipados) e sempre esteve envolvida em polémica. Pensa-se que terá sido criada em 1944 para aumentar a concentração no campo de batalha de soldados nazis. Nos Estados Unidos e no Brasil há registo de casos em que a ritalina é usada ilegalmente sem prescrição médica por estudantes e alguns profissionais para diminuir o cansaço e ajudar no desempenho académico e profissional.

 

Os dados da IMS Health para os EUA não indicam quantas crianças receberam receitas, visto que muitas delas têm várias prescrições por ano, mas estudos prévios sugerem que terão sido pelo menos dez mil, segundo o artigo do NYT. As receitas para o antidepressivo Prozac ascenderam a 83 mil no grupo etário dos 2 ou menos anos, o que representou um aumento de 23% de prescrições nesta faixa etária, indicam os dados da IMS Health.

 

No artigo do The New York Times conta-se a história de Andrew Rios, de 4 anos, que tomou o antipsicótico Risperdal quando tinha 18 meses para tratar crises de agressividade. Depois de começar a tomar a droga, Andrew passou a gritar durante o sono e a interagir com pessoas e objetos invisíveis. A mãe foi pesquisar o medicamento e descobriu que este não estava aprovado e nunca tinha sido estudado para crianças tão novas como o seu filho.

 

Ferreira, Ana, Coelho, Rute e Mendes, Diana (2015). Saúde - Demasiadas crianças tomam antipsicóticos. E correm o risco de ficar "como robôs" - Portugal - DN. Recuperado a 15 de dezembro de 2015 da hiperligação http://www.dn.pt/portugal/interior/criancas-tomam-antipsicoticos-a-mais-e-podem-tornarse-robos-medicados-4928000.html, às 23h.32 min.

O Que é a Dislexia e Como a Identificar

 

O que é a dislexia @ Corpo Mente e Saúde

 

   

 

 

   Para responder a estas questões convidamo-lo a ler o artigo destacado no Facebook.

 

 

 

#dislexia #oqueedislexia #comoidentificaralislexia Clique Aqui => http://bit.ly/1kKf3Mz <= para ler o Artigo completo.

Publicado por Corpo Mente Saúde em Terça-feira, 10 de Novembro de 2015

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